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Cuidados Especiais com Animais Idosos

O tempo passa para todos os seres vivos e nossos pets também chegam à terceira idade. Estar preparado para lidar com cães e gatos idosos é fundamental para oferecer a melhor qualidade de vida possível ao seu pet. Com a idade mais avançada, eles também tendem a se tornar mais inseguros e, portanto, mais dependentes do tutor.

Gatos e cachorros envelhecem quase igual a nós humanos: aos poucos vão perdendo a vitalidade e alguns problemas de saúde podem se tornar cada vez mais recorrentes.

A memória, capacidade de aprender, visão e audição são as capacidades mais afetadas com o envelhecimento. Esta perda pode causar distúrbios, desorientação ou fadiga, tal qual acontece com a gente.

A média de vida de um cão doméstico chega aos 12 anos, mais ou menos, enquanto a de um gato é de cerca de 14 anos. Ao contrário dos gatinhos, no caso dos cães o porte influencia sua longevidade: de um modo geral, quanto maior for o cachorro, menor será sua longevidade. 

Nos gatos um fator que influencia muito a duração da vidinha deles é o acesso – ou não – à rua. Já é comprovado que gatos criados protegidos, dentro de casa, vivem mais que os soltos.

Aí você me pergunta:

Carol, a partir de qual idade o pet é considero idoso?

Via de regra, nos gatos a partir dos 10 anos de idade já é possível perceber o começo do envelhecimento. A aparência não costuma mudar muito, apenas começam a aparecer pelinhos brancos no rosto e cabeça, mas o comportamento apresenta alterações graduais e sutis. Nos gatinhos que tem pelagem preta, é mais fácil observar quando os pelos brancos costumam aparecer, o que dá o sinal do começo do envelhecimento do pet.

Nos cães, novamente, isso depende muito do porte. Os de médio e grande porte já podem apresentar pequenas alterações a partir dos 7 ou 8 anos. Os menores costumam mostrar sinais de envelhecimento depois dos 10 anos de idade.

Tal qual os seres humanos, os cães e gatos idosos demonstram uma série de mudanças no comportamento e na disposição com o passar do tempo, e estar atento para notar esses sinais no seu pet é a melhor forma de garantir que ele tenha bem-estar em todas as fases da vida.

Animais idosos, assim como as pessoas idosas, têm necessidades especiais, então pode ser necessário prestar um pouco mais de atenção neles do que em animais mais jovens.

À medida que os animais de estimação envelhecem, seus órgãos ficam menos eficientes e seus corpos ficam menos resistentes às infecções e outras doenças. Na velhice, ocorre queda na atividade metabólica do organismo de cães e gatos. Os animais reduzem a atividade física, os dentes ficam enfraquecidos e muitas vezes aparecem doenças geriátricas, como artrites e artroses.

GATOS

Das doenças mais comuns nos gatos idosos, quero destacar duas: a primeira é a insuficiência renal crônica, que é quando o rim perde a sua capacidade de filtrar o que é bom ou mal para o organismo e não consegue mais reter a água ingerida pelo gato. Os sinais dessa doença são emagrecimento, ingestão exagerada de água, aumento exagerado da urina, perda de apetite, vômitos e anemia.

A segunda é o acúmulo excessivo de tártaro, que pode, muitas vezes, levar à perda de dentes. Se você notar que a boca do seu gato cheira mal ou que os dentes estão extremamente amarelados é, com certeza, a hora de uma visita ao veterinário para providenciar uma limpeza dos dentes.

Em termos de limpeza corporal, é provável que o gato idoso irá se cuidar cada vez menos e deixará de ter coordenação para conseguir atingir seu corpo todo para se lamber. Assim, tenha o cuidado de limpa-lo com toalhinhas ou lencinhos umedecidos e escove o seu pelo com frequência. Lembre-se que os gatos idosos são mais friorentos, por isso reforce o lugarzinho onde ele costuma dormir com almofadinhas e cobertas.

CACHORROS

Agora, falando sobre as doenças mais comuns que acometem os cães idosos, quero destacar a artrite, que é especialmente comum em cães de médio ou grande porte, mas também pode aparecer nos menores. Os sintomas mais comuns são: rigidez ao caminhar e dificuldade para subir escadas ou pular. É corriqueiro o médico veterinário indicar a suplementação de vitaminas e minerais a partir de uma certa idade para ajudar a proteger as articulações dos cães. Adotar rampas ou escadas para que o animal tenha acesso a locais onde gosta de ficar e já não consegue subir sozinho, como sofás e camas, também é recomendável. 

Já o câncer é a doença “natural”, entre aspas, que mais mata os cães. Da mesma forma que acontece com nós, humanos, as causas são variadas e o avanço do mal pode ser muito rápido, por isso check-ups médicos mais amiúdes são indispensáveis em cães idosos. Qualquer ferida que não cicatriza pede atendimento veterinário urgente, por exemplo.

Uma orientação geral, que se aplica a todos os pets e todos casos, é fazer visitas mais frequentes ao médico veterinário responsável pelo seu pet. Muitas vezes pode surgir alguma questão de saúde importante entre uma consulta e outra, então se você deixar as consultas mais próximas é mais seguro de o veterinário identificar o problema mais cedo.

Outro cuidado que se aplica tanto a cães quanto gatos: tome cuidado com escadas e lugares altos, mesmo que seu pet já esteja adaptado a esses lugares. Com a idade, o bichinho pode desenvolver problemas nas articulações e na coluna e também dificuldade de se equilibrar. Assim, mesmo os gatos, tão acostumados a se equilibrarem em qualquer lugar, podem sofrer quedas.

Evite mudar o lugar de móveis ou grandes objetos em casa. Com o avanço da idade o cão ou gato idoso pode perder parte da visão e se machucar ao se deslocar pela casa, batendo onde ele não identifica ter um móvel ou objeto. Outra coisa é a confusão mental causada pela senilidade. Um bichinho que foi acostumado durante toda a sua vida a andar em um ambiente pode ficar confuso se algo ali mudar.

Pets idosos precisam – e merecem – todo nosso amor e cuidado!

As fotos que ilustram esse post são da autoria da fotógrafa Samara Medeiros.

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